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Atual campeã dos 16, sobrinha de Meligeni estreia na categoria 18 anos

Campeã da categoria 16 anos do Banana Bowl no ano passado, a paulista Carolina Meligeni Alves é uma das atrações da 42ª edição do mais tradicional torneio infanto-juvenil do tênis brasileiro e entra na chave buscando o título da categoria 18 anos depois de receber um wild card da organização para jogar no Itamirim Clube de Campo, em Itajaí.


Sobrinha do ex-número 25 do mundo Fernando Meligeni, que foi campeão do Banana Bowl em 1981, Carolina tenta aos 15 anos aproveitar a chance de jogar entre as tenistas de uma categoria acima da sua categoria na busca por experiência.

“Estou tentando pegar o máximo de experiência possível de jogar com meninas melhores, superiores, para conseguir fazer o melhor na quadra para evoluir e lá na frente quando minha categoria for realmente 18 anos eu estar ganhando dessas meninas”, afirma Carolina Meligeni Alves, que joga a chave principal a partir de segunda-feira.

A tenista brasileira tem um bom histórico no Banana Bowl, tendo sido vice-campeã na categoria 14 anos em 2010 e conquistando no ano passado a categoria 16 anos. O título vencido no ano passado fez sua família relembrar a conquista do tio 20 anos antes.

“Quando eu ganhei o Banana foi uma emoção muito grande na família inteira, fazia 20 anos que ele tinha ganhado também e foi como se estivesse relembrando tudo o que eles passaram antes”, lembra a jovem tenista.

Integrante de uma geração que é representada por tenistas Beatriz Haddad Maia e Laura Pigossi, que também jogam a categoria 18 anos do Banana Bowl, Carolina Meligeni Alves vê um cenário favorável para o desenvolvimento do tênis feminino.

“Agora a gente está com bastante apoio vindo da Confederação. Estamos conseguindo ter treinamento e viajar para vários torneios e cada vez com nível maior. Isso está fazendo a gente ganhar mais experiência para conseguir disputar os torneios maiores e com essa ajuda vamos conseguir chegar a um nível mais alto e mais meninas vão surgir”, completa Carolina.

Neste ano ela não é a única da família Meligeni a disputar o Banana Bowl. Seu irmão Felipe Meligeni Alves disputa o qualifying da categoria 14 anos no Boa Vista Country Club, em Gaspar.

42º Banana Bowl começa neste sábado com o quali em Itajaí e Gaspar

O 42º Banana Bowl tem início com o qualifying neste sábado, a partir das 9h (de Brasília) no Itamirim Clube de Campo, em Itajaí, e no Bela Vista Country Club, em Gaspar, na disputa do tradicional torneio infanto-juvenil que conta com futuras estrelas do tênis mundial.

Marcelo Ruschel/POA Press

O evento que já revelou Andy Roddick, Fernando Meligeni, Gabriela Sabatini, Gustavo Kuerten, Ivan Lendl, John McEnroe e Juan Martin Del Potro, entre outros, reúne novamente os principais jogadores do mundo das categorias 14, 16 e 18 anos, além dos melhores brasileiros na categoria 12 anos.

Neste ano o torneio tem entre os brasileiros nomes como o de Beatriz Haddad Maia, mais jovem do país a atuar em uma Fed Cup, Carolina Meligeni Alves, sobrinha de Fernando Meligeni que foi campeã da categoria 16 anos em 2011 e a top 50 juvenil Laura Pigossi na chave feminina de 18 anos.

No masculino as atrações são o número 2 do mundo juvenil Thiago Monteiro, integrante do Projeto Olímpico Rio-2016 que treina com Larri Passos e tem a carreira seguida de perto por Gustavo Kuerten. Pedro Guimarães e Hugo Dojas são outras atrações nacionais na categoria 18 anos, enquanto Orlando Luz entra como um dos favoritos na categoria 14 anos após três títulos na Gira Cosat. Pela categoria 16 anos estão tenistas como Silas Cerqueira, Osni Santos Junior, Gabriel Hocevar e Marcelo Zormann da Silva.

Os brasileiros da categoria 18 anos tentam dar fim a um jejum de 31 anos no masculino e de 21 anos no feminino sem conquistas no Banana Bowl. E neste ano mais uma vez os adversários são fortes, com o italiano Gianluigi Quinzi, o japonês Kaichi Uchida, o belga Kimmer Coppejans e o francês Enzo Couacaud na chave masculina.

“São tantos anos já de Banana Bowl, é um torneio que a gente pode colocar no nível de um Grand Slam pela importância que tem e pela história que tem”, afirma o técnico Marcos Daniel, ex-56º do mundo, que jogou o torneio nas categorias 14, 16 e 18 anos.

Entre as meninas a chave tem a paraguaia Montserrat Gonzalez, que defendeu a equipe de seu país na Fed Cup deste ano. Outros destaques são a norte-americana Kyle McPhillips, a polonesa Zuzanna Maciejewska e a argentina Victoria Bosio.

“O Banana Bowl é um torneio reconhecido a nível mundial. Para a molecada do Brasil é uma importantíssimo ter essa oportunidade de estar jogando em casa. Receber um torneio desse só vai ajudar a fomentar o tênis de base. É um privilégio receber esse torneio em Santa Catarina”, afirma o presidente da Federação Catarinense de Tênis (FCT), Rafael Westrupp, que também é técnico e já disputou o Banana Bowl como tenista.

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